Seu Almeida e a aluna de matemática

Seu Almeida era um homem simples, professor de primeiro e segundo graus, baixinho e atarracado, de aspecto tacanho, levava o apelido de Batatinha, ou Professor Batatinha na escola onde lecionava matemática e física. Para engordava o caixa dando aulas particulares para alunos de quarta a oitava séries. Era casado há 25 anos com dona Josefa com quem tinha uma filha. Sua vida era metódica e monótona, sem maiores complicações ou desafios. Uma rotina modorrenta que escorria pastosa pelos dias que se passavam.

Eis que um belo dia dona Josefa resolveu viajar com a filha para visitar parentes no interior. Era Dezembro, muito calor, seu Almeida estava assoberbado de tantas aulas particulares, é a época do desespero da molecada. Não estudaram o ano inteiro e com a reprovação às vistas tudo fica tenebroso. Surpreendentemente, nesse dezembro cálido, uma aluna de curso superior marcara horário para uma aula particular com seu Almeida, Marina era seu nome.

Ao adentrar o recinto o aroma do seu perfume rescendeu no ambiente, um perfume de mulher, um cheiro de fêmea, seu Almeida sentiu os feromônios daquela moça a lhe atiçar a libido. Um perigo aquela Marina! Tinha a pele bronzeada, um ar praiano lhe emoldurava. O dia estava quente, muito quente, gotículas de suor cobriam a pele macia de Marina. Por um instante seu Almeida teve vontade de lamber a pele daquela fêmea. Imaginou-se como um fauno a lamber e mordiscar a pele de Marina, queria lambê-la toda, toda!

Seu Almeida se conteve, evadiu-se do devaneio que lhe abstraía, precisava manter a compostura, afinal era um professor, um catedrático de respeito. Jactava-se de ser um homem de alma impoluta, livre de jaça ou mácula, nunca se envolvera em escândalos ou fofocas de qualquer ordem, era um casto, um pudico. Porém, tantos anos de castidade estavam, hoje, lhe cobrando um preço. Almeida queria provar as vicissitudes do pecado, sentir o gosto do proibido, lambuzar-se nas delícias do sexo.

– Seu Almeida, o senhor está prestando atenção no que eu estou falando?

– Sim, prossiga. – Respondeu Almeida com olhar mormaço.

Na verdade seu Almeida não ouvira uma única palavra do que Marina dizia. Olhava apenas para a boca. Almeida levava a risca o ditado: “ao falar com um homem olha para os olhos, ao falar com uma mulher olha para a boca e saberá como haver”. Era uma boca carnuda, uma língua macia, sim, deveria ser macia. Marina era toda macia, tenra, lisa, cintura fina e um piercing no umbigo. Sim, seu Almeida sentiu um choque a lhe percorrer a espinha quando viu aquele piercing rodeado pela cintura, fina.

Naquele exato momento seu Almeida estava teso, ereto, como nunca d’antes estivera. Ah se sua mulher o visse tendo aquela ereção pornográfica. Será que Marina notara? Seu Almeida estava tenso. Imaginava Marina olhando-o por cima do ombro, com aquela cara de safada. Sim, era uma safada! Media mais ou menos um metro e setenta, olhos cor de mel, não lhe faltava nada, poderia sobrar, onde cabe uma sobra, mas nada lhe faltava, era na medida certa, uma perdição!

– Então seu Almeida, amanhã tenho prova, tenho algumas dúvidas, vamos começar?

Sim, pois não.

Aquela situação estava fugindo do controle, Almeida precisava de água, o calor e o desejo lhe sufocavam. Entretanto não podia levantar da cadeira devido à ereção pulsátil que lhe estufava a calça de tergal. Marina perceberia seu pênis em riste e teria um arranco de pavor. Pensaria que ele premeditadamente tomara Viagra para lhe esperar.

Na realidade seu Almeida queria mesmo era pôr-se em pé e esfregar seu falo no rosto suado de marina, sentir sua pele macia besuntada de creme. Sim, Marina usava um creme com aroma de pêssego que seu Almeida ansiava em lamber para ter certeza de que o gosto também era apessegado. Aquela cútis aveludada de mulher jovem, no frescor dos vinte anos. Seu Almeida queria morder os mamilos róseos de marina, sugar, apertar seus seios duros.

– Seu Almeida o senhor está passando bem?

– Na verdade não minha filha. Estou prestes a ter uma síncope. Busca um copo d`água faz favor.

Marina corre até a cozinha enquanto seu Almeida observa o vai e vem de suas nádegas. Queria encoxá-la na pia da cozinha e arrancar aquela calça jeans justíssima, arrancar a calcinha com os dentes, morder aquela bundona gostosa. A saliva espumava nos cantos da boca de seu Almeida.

– Toma Seu Almeida! Bebe!

Crispou a mão no braço nu de Marina e disse:

– Marina…

– Que foi seu Almeida, melhorou.

Puxou-a para perto dele encostou a mão em seus cabelos macios e sedosos e disse:

– Vamos adiar nossa aula, não estou bem.

Quando Marina foi embora seu Almeida sentou-se em frente à televisão e praticou onanismo vendo a Fátima Bernardes apresentar o Jornal Nacional…

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