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Dani, a devassa: o canalha do bar

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Dani estava absorta, mirava o vazio, olhar ao longe. Tudo parte de uma tática, mulheres sozinhas com um copo de bebida e um ar distraído atraem homens como o mel atrai abelhas. Sentada em uma mesa de um bar movimentado Dani começava a chamar a atenção dos homens no recinto.

Quando se deu por conta um rapaz estava sentado em sua frente. Pediu licença e Dani não reagiu, estava hipnotizada pelo olhar do moço. Era de um azul intenso e belo. A pele alva desse homem destacava o azul da barba bem feita. Tinha um semblante másculo, porém emanava um ar de simpatia. Uma simpatia quase obscena. Havia um quê de segundas intenções naqueles rapapés com que cortejava Dani. Aquela intimidade instantânea encantava Dani e a deixava ao mesmo passo intrigada.

- Você é muito bonita. Linda, melhor dizendo.

- Obrigada.

- Ah, não me apresentei. Sandro meu nome, e a sua graça?

- Dani.

Os dois travaram uma deliciosa conversa, Sandro insistia em tocar as mãos de Dani deixando-a arrepiada. Esse homem lembrava em muito o primeiro namorado de Dani, a voz, os olhos, a boca, o jeito de olhar. Sandro fazia de Dani novamente uma menina insegura.

- Vamos sair daqui Dani?

Dani não respondia, se deixava levar. Na realidade desejava ser abusada, subjugada. Queria sentir novamente as sensações que um cafajeste de outrora lhe proporcionara. Sentia o peito arfante de desejo e a calcinha molhada.

Em poucos minutos estava no carro de Sandro, um belo automóvel, espaçoso. Sandro acelerava e a velocidade entorpecia Dani. Ao se dar por conta estavam longe, num subúrbio.

- Onde você esta me levando?

- Calma! Não confia em mim?

- Não te conheço. Me leva de volta, onde a gente estava. Não estou gostando.

- Calma! Vou parar aqui.

Sandro encostou o carro numa estrada de chão batido, em meio a um mato fechado. Dani sabia que Sandro queria forçá-la a fazer sexo com ele e isso a excitava. Faria o jogo dele.

- Me beija.

- Seu canalha. Me tira daqui, senão eu desço e vou a pé.

- Ah é? Boa idéia essa.

- Cínico!

- Um beijo só!

- Tá bom.

Dani beijou-o. Um selinho carinhoso.

- Ah, isso não é beijo! Quero sentir sua língua! Quero roçar o céu da tua boca!

Dani sentiu arrepios e entregou sua boca a ele. Sandro enfiava sua língua com sofreguidão. Beijava mal.

- Pronto. Satisfeito?

- Por enquanto sim, mas isso é só o começo.

- Me leva embora.

- Agora eu quero sexo.

Sandro partiu para cima de Dani e começou a agarrá-la. Dani se debatia e resistia, fechava a boca, não o deixava aproximar.

 

- Não, não, eu não quero. Não!

E continuava

- Não. Não amorzinho, assim não. Vai, faz, vai!

Dani agarrava a nuca de Sandro e beijava sua boca, lambia seu pescoço. Sentia Sandro agarrar com força seus seios. E dizia:

- Mete agora! Arranca minha calcinha e mete!

Sandro abriu as pernas de Dani e arrancou a calcinha sob seu vestido preto. Ela estava no banco do carona. Ele sentia com o pênis a excitação de Dani e o quanto ela estava querendo ser penetrada. Aquela posição era desconfortável então Sandro abriu a porta e colocou Dani sob o capô do veículo, arrancou seu vestido e a possuiu nua, ali mesmo. Dani gritava de tesão, nunca havia se sentido tão nua, tão invadida, tão fêmea, tão cadela.

Sandro puxou Dani pelos cabelos e a debruçou sob o capô, aquele consentimento de Dani já não o satisfazia. Queria vê-la sofrer, sentir dor, humilhá-la. Apontou seu pênis no ânus de Dani e com estocadas fortes e ríspidas currou-a. Dani pedia que não, sentia dor, mas estava gostando. Queria sentir o estupro. A dor estava fazendo Dani se excitar, até que não agüentou mais e pediu:

- Goza no meu cu seu cavalo! Cavalo! Grosso!

Sandro metia com todas as forças, estava extasiado. Sentia seu pênis pulsar no ânus de Dani que estava se contraindo devido ao desconforto e esse aperto o excitava. Gozou muito.

Dani se desvencilhou de Sandro e num misto de arrependimento e vergonha começou a chorar. Era um choro baixo, sentia dor, sentia-se indefesa. Não era mais Dani ali naquela hora, era a Maria Eugênia de alguns anos atrás. A Maria Eugênia estuprada, largada, desprezada. Chorava e pedia: “Porque você fez isso? Eu queria sexo, mas não assim!”

Sandro consolava Dani, dizia que era um fetiche dele e ela parecia estar curtindo o momento. Desculpa de canalha, de bandido.

-Eu vou te levar para o meu apartamento e você toma um banho, se recompõe. – Dizia Sandro com a voz embargada. Estava arrependido, aparentemente.

No apartamento de Sandro Dani tomou seu banho, ficou mais calma e os dois tiveram uma conversa.

- Você é linda! – Dizia Sandro.

- Você me acha bonita? Eu sou bonita mesmo? – Dani estava carente.

- Linda!

- Vamos nos ver novamente? Você quer? Vai ser carinhoso comigo?

- Claro que vamos. Já sabe onde moro. E esse é meu número.

Dani agarrou o papel e colocou na bolsa. Estava encantada por Sandro. Era o canalha que toda a mulher pede a Deus. Via nele o seu ex-namorado. Queria viver uma paixão por Sandro, ser traída, enganada, ficar insegura. Dani filosofava que toda a mulher precisa ter medo de perder seu homem senão ela perde o interesse.

Conversaram por mais algumas horas e com o dia nascendo Dani resolveu ir embora. Pegou um taxi. No caminho pensava em como seria um relacionamento com Sandro. Estava sentindo calafrios na barriga como adolescente. Todavia, ao chegar ao seu quarto e fitar sua imagem no espelho, Dani caiu em si. Esta noite fora a presa, estava num desvario abobalhada. Atirou fora o número de Sandro decidida a nunca mais vê-lo. Não podia se apaixonar. Chorou até adormecer.

(continua...) 

Roberto Carlos


Roberto Carlos– cronista que mostra a vida como ela é, mas com um pouco de nonsense...

Para ler outros textos deste autor entre aqui. 

 

Comentários
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Luciana Rosa  - Já tava achando que...   |21-01-2010 05:41:32
Você ai fazer o Cascão tomar banho.
Se ela se apaixonar eu deixo de gostar
dele. Heheheh
roberto carlos   |21-01-2010 14:10:18
Só quero mostrar que apesar dos pesares ela é mulher. Deixei ela bem feminina
com suas agruras e dúvidas.

Todavia, ela voltará pior do que antes. Bem
pior.
Luciana Rosa  - Em tempo...   |21-01-2010 15:02:52
Beijos onde o ser quase nos sufoca, enfiando a língua na nossa gargatanta, é
um lembrete pra perguntar por que mesmo estamos saindo com esse cara?
Então
para os meninos, que tenho certeza que gostam da Devassa tanto quanto eu, se
acham que invadindo nossa garganta estão arrasando.Arrasam só com nosso
tesão.
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