Home Seções Cultura Filme para se ver à dois.

Filme para se ver à dois.

E-mail Imprimir PDF

Os homens têm a mania de rotular certos filmes como “filmes de mulher”. Filmes que demonstram sentimentos, que existem situações de questionamento, romance exarcebado. Só que esses filmes, que eu saiba, são contracenados por homens e mulheres e amor é para ambos os sexos, estou errada?

Vejo assim, alguns filmes exploram a alma feminina, as situações da vida íntima e do mundo feminino. Até aí, tudo bem. Mas filmes de romance atuais, onde as nuances dos sentimentos são explorados para ambos os sexos, agradam sempre os dois.

Existem vários filmes para serem vistos e revistos. Muitas vezes, nem encontramos para comprar, nem alugar na locadora, de tanta saída que eles têm.

Um clássico do romance moderno é Um lugar chamado Nothing Hill.

Esse eu não canso de ver na tv. Acho que não o tenho aqui porque senão já teria gastado de tanto vê-lo. Filme de mulher? Claro que não.

Nesse filme, um homem simples não acredita que uma atriz famosa possa se apaixonar por ele. Por que não? Porque é aquela coisa, imagine se ela vai me notar, não sou rico, nem famoso.

Ah, homens, mulheres são paixão, sentimento, ainda mais quando nos tornamos maduras e queremos um amor calmo.

A cena marcante, a frase mágica que encanta, a música lindíssima no final, num flashback de emoções. Esse filme virou clássico porque Júlia Roberts está simples, Hugh Grant faz perfeitamente o papel de bobo, com cara de bobo, incrédulo pelo amor dela. A sintonia que poderia não ser das melhores ficou encantadora. Apesar de parecer conto de fadas, mostra as agruras das decisões baseadas no racional. E amor e felicidade têm racionalidade?

Hugh Grant se humilha, sai de situações e cria outras, mostra como dá sim, para parar de chorar pelo leite derramado e correr atrás do que interessa.

Trilha sonora agradável, nada melosa, e a música She, cantada na voz de Elvis Costelo (que muitos acham feio, mas com aquela voz, você nem lembra deste detalhe...) arremata com chave de ouro.

Não existem cenas de sexo picante, nem beijos escandalosos. Existe aquela coisa que a gente torce, torce para que os dois fiquem juntos no final, porque acredita que tudo na vida possa acontecer.

Ah, a frase instigante, que Júlia diz quase no final do filme, sem implorar o amor, sem avacalhações, nem atos de piedade, mas que toca fundo, porque ali está todo o sentimento de desespero encoberto por um sorriso sem graça: "Não se esqueça de que eu não passo de uma garota parada na frente de um rapaz pedindo que ele a ame"

Você, ouvindo essa frase, pensa em tudo que passou, passa ou passará por um amor e sente, que não há dinheiro no mundo ou posição social que mude o que o amor faz com a pessoa.

Podem assistir sem medo. Juntinhos, na sala, na cama, em qualquer horário do dia. Vão sorrir e se emocionar, sem essa coisa piegas de dizer “filminho de mulherzinha”. Filmão!

Aproveite e entre em Dicas e veja filmes para este fim de semana!

 

Georgia Maria


Georgia Maria– colunista da seção sexo e relacionamento. Escreve em blogs e sites com temas neste assunto.



 

Adicionar comentário

Pessoal, cuidado com seus comentários. Postagens contendo insultos, xingamentos e agressões serão sumariamente excluídas.

Código de segurança
Atualizar

Banner
Banner
Banner

Banner

Novidades do Twitter

Quem está Online

Nós temos 192 visitantes online

Encontre o SeR nas Redes Sociais


Publicidade